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Pergunta frequente

Como diminuir a parcela de uma dívida?

Existem cinco caminhos. Dois baixam a parcela e o custo ao mesmo tempo; um baixa a parcela e aumenta o custo. Saber qual é qual é o que importa.

Publicado em 02/10/2026 · revisado em 02/10/2026 · por MenorParcela · Taxas: Banco Central, período iniciado em 07/08/2026 (agosto de 2026).

Resposta direta

Para diminuir a parcela de uma dívida sem pagar mais no total, troque juro alto por juro baixo: faça a portabilidade para um banco com taxa menor, ou quite a dívida cara (cartão, cheque especial) com um crédito mais barato, como consignado ou crédito com garantia. Renegociar direto com o credor também funciona, principalmente se a dívida está atrasada.

Alongar o prazo baixa a parcela, mas aumenta o total pago. É o último recurso, não o primeiro.

Os cinco caminhos, do melhor para o pior

  1. Portabilidade de crédito. Você leva a dívida para outro banco que cobre menos. É um direito garantido pelo Banco Central e não tem custo para você. Muitas vezes, só de pedir, o banco atual oferece uma taxa menor para não perder o cliente.
  2. Trocar dívida cara por dívida barata. O rotativo do cartão cobra mediana de 15,14% ao mês; o cheque especial, 8,16%. Um consignado, 1,83%. Pegar o crédito barato para quitar o caro reduz a parcela e o total — desde que você não volte a usar o cartão no rotativo.
  3. Renegociar com o credor. Para dívida atrasada, credores costumam dar desconto grande para receber. Os feirões e plataformas de negociação (como o Serasa Limpa Nome) ajudam a ver as propostas.
  4. Repactuação por superendividamento. Se a soma das parcelas já não deixa sobrar o mínimo para viver, a Lei 14.181/2021 permite pedir, no Procon ou na Justiça, um plano único de pagamento com todos os credores.
  5. Alongar o prazo. Baixa a parcela, mas os juros correm por mais tempo. Use só se a parcela atual realmente não cabe.

Quanto a troca economiza: um exemplo

R$ 5.000 parados no rotativo do cartão geram cerca de R$ 757,00 de juros em um único mês, à taxa mediana. A mesma quantia num consignado INSS em 24 vezes custa R$ 259,29 por mês, já com os juros, e R$ 6.223,01 no total. No crédito pessoal à taxa mediana, R$ 396,56 por mês.

A nossa calculadora de troca de dívida faz essa conta com os seus números.

O que alongar o prazo faz com o total

PrazoParcelaTotal pagoSó de juros
6 mesesR$ 2.030,43R$ 12.182,60R$ 2.182,60
12 mesesR$ 1.189,50R$ 14.274,03R$ 4.274,03
24 mesesR$ 793,11R$ 19.034,70R$ 9.034,70
36 mesesR$ 679,88R$ 24.475,62R$ 14.475,62
48 mesesR$ 634,60R$ 30.460,61R$ 20.460,61

R$ 10.000 no crédito pessoal à taxa mediana de 5,95% ao mês, sem IOF e tarifas.

Cuidado com a "parcela que cabe"

Desconfie de quem oferece reduzir a parcela mediante pagamento adiantado, ou de "empresas de limpeza de nome" que cobram para negociar por você. Renegociar e fazer portabilidade são de graça. Veja como reconhecer o golpe.

Perguntas frequentes

A portabilidade de crédito tem custo?

Não. A portabilidade é garantida pelo Banco Central e o banco de destino quita a dívida no banco de origem. Você não paga nada para transferir.

Renegociar a dívida suja o nome?

Não. Renegociar é o caminho para limpar o nome. Quando a dívida renegociada é paga em dia, a negativação é retirada.

Alongar o prazo vale a pena?

Só quando a parcela atual não cabe no orçamento e não há como trocar a dívida por uma mais barata. Alongar sempre aumenta o total pago.

O que é superendividamento?

É quando a pessoa não consegue pagar as dívidas de consumo sem comprometer o mínimo para viver. A Lei 14.181/2021 permite pedir a repactuação de todas as dívidas num plano único, pelo Procon ou pela Justiça.

Fontes

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Faça a conta da troca

Coloque a dívida que você tem hoje e veja quanto a parcela e o total mudam trocando por um crédito mais barato. É gratuito e não pede CPF.